terça-feira, 2 de junho de 2015

FUNDAÇÃO SOS RECEBERÁ CERTIFICAÇÃO DO PROGRAMA - "DRYLAND CHAMPIONS 2015"

O Programa "Dryland Champions" 2015, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente(MMA)/Departamento de Combate a Desertificação/Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, certificará em 17 de junho próximo, iniciativas de pessoas, organizações e empresas que contribuem para o manejo sustentável da terra, e, que melhorem as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.


Sede da Fundação SOS, no Sítio Pinheiros, Distrito do Caldas, Barbalha, CE

Dentre as Instituições não governamentais, a Fundação SOS Chapada do Araripe foi classificada para receber o certificado do Programa " Dryland Champions 2015" da Convenção das Nações Unidas para o Combate a Desertificação – UNCCD.
O evento ocorrerá na cidade de Caicó, no Rio Grande de Norte, em 17 de junho – "Dia Mundial da Desertificação", onde o Ministério do Meio Ambiente - MMA entregará a comenda ao representante da Fundação SOS e coordenador do projetos premiados, o biólogo e professor Mauricio Teles Freire.

Prof. Mauricio Teles Freire, biólogo e Coordenador dos Projetos premiados


Programa "Dryland Champions", entidade coordenadora da Certificações.

A Fundação SOS Chapada do Araripe concorreu com os Projetos e ações do Programa: "Trilhas do Cariri", entre eles o "Verdejando no Rádio" e o "Mata Ciliar", uma experiência piloto de uma inovação tecnológica para produção de mudas de plantas nativas, da região da Chapada do Araripe.


Programa de Rádio AM: "Verdejando no Rádio"



Neste projeto, os técnicos da Fundação, desenvolveram um inédito suporte, os "copinhos de bambu"; neles as mudas chegaram a resistir cerca de 10 – 12 dias, sem serem regadas, portanto, essa inovação seria uma alternativa sustentável capaz de de reduzir e, até eliminar o uso de sacos plásticos em viveiros.


Área piloto do Projeto: "Mata Ciliar", Sítio Pinheiros, Barbalha, Ceará

Mudas de espécies nativas da mata ciliar, a serem plantadas
ao longo de um trecho do córrego da nascente João Coelho.
 
Planta jovem  de  uma espécie  nativa  de  mata  ciliar, o torém,
Cecropia pachystachia, plantada junto com o copinho de bambu,
na margem do córrego.

Um exemplar de "torém", já com 200 dias de plantio.
Outras ações como o lançamento do Prêmio: "Ambientalista do Ano" e os projetos experimentais da Fundação foram desenvolvidos e avaliados pelo Programa "Dryland Champions", entre os quais o de "Gastronomia Regional", "Trocando Saberes com a Terceira Idade - Construindo a Sustentabilidade", "Tijolo Ecológico" e "Educação para a Sustentabilidade Ambiental".





Projeto: "Culinária Regional", resgatando os saberes e sabores das comunidades






Projeto; "Trocando Saberes coma Terceira Idade", parceria SESC/CE



Projeto: Educando para a sustentabilidade ambiental




Entidade Promotora do Programa;"Dryland Champions", em parceria
com o Ministério do Meio Ambiente(MMA)/Departamento de Combate
à Desertificação/Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural
Sustentável.

 







segunda-feira, 6 de abril de 2015

MARIMBONDOS - IMPORTANTES TAMBÉM PARA OS ECOSSISTEMAS

O nome "marimbondo" origina-se do termo quimbundo que é uma palavra da língua africana falada no noroeste de Angola, que significa "vespas".
"Marimbondo" ou "maribondo" é um nome comum que varia de acordo com a região. Normalmente eles surgem na primavera/verão e depois desapareçam; possuem um hormônio responsável pela atração entre os indivíduos e é comum que, no ano seguinte, tornem a fazer ninhos no mesmo local, mesmo com a destruição do original.


Registro  desse  tipo  de  "casa  de  maribondo", no  Sítio  Pinheiros, 
Distrito do Caldas, em Barbalha, Ceará.



As espécies pertencem ao gênero Polistes (Vespidae, Polistinae) e, a mais comum é a Polistes versicolor, que é amplamente distribuída na América do Sul. Nessa espécie os exemplares são bastante escuros (ou seja, faltam a maioria das marcas amarelas do abdômen).
Os marimbondos fazem seus ninhos das mais diversas formas; a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. 
As casas são semelhantes às das abelhas. Elas são divididas em favos, que servem como depósito de uma substância feita a partir de larvas de pequenos insetos




Eles não são tão agressivos como os da subfamília Vespinae, mas são consideradas vespas de importância médica, pois sua picada, além de dolorosa pode desencadear uma reação alérgica.

Habitam áreas rurais e urbanas, matas e cerrados, ocorrendo em todo o Brasil. Possuem hábito diurno e alimentam-se de insetos como cupins, formigas, lagartas, gafanhotos, aranhas e mosquitos, entre eles o Aedes egypti, transmissor da dengue. As casas são semelhantes às das abelhas. Elas são divididas em favos (células hexagonais), que servem como depósito de uma substância feita a partir de larvas de pequenos insetos. 




Esse mel tem aparência escura e é produzido para consumo interno dos marimbondos. Não é utilizado para consumo humano, pois é muito forte e amargo. Assim como as abelhas a rainha do grupo vive no centro da construção.

Importância ecológica

Os marimbondos são importantes no controle de pragas através do manejo correto de suas colônias, uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Um exemplo disso seriam as espécies do gênero Polistes spp. como agente importante no controle de artrópodes, principalmente lagartas de lepidópteros (borboletas e vespas), que são o principal alimento das suas larvas. 



Os marimbondos também são grandes polinizadores de muitas espécies vegetais ao transportarem grãos de pólen para sua colméia.
Além disso eles são predadores naturais de muitos insetos nocivos como cupins, aranhas, formigas,lagartas, gafanhotos e mosquitos, entre eles o Aedes egypti, transmissor da dengue.
A grande maioria das vespas é predadora de inúmeras pragas agrícolas e, consequentemente, agentes valiosos no controle biológico destas.
De forma que os marimbondos são muito úteis para uma agricultura sustentável já que cada inseto tido como praga tem alguma espécie de vespa como predador natural de sua espécie.





Vespas, marimbondos e outros insetos da fauna selvagem estão protegidos pela lei de proteção à fauna, Lei Nº. 5197, de 03/01/67.
São animais silvestres e como todos os animais silvestres são protegidas pela Lei de Proteção a Fauna.
Não devemos exterminar ou destruir indiscriminadamente estes insetos, muito menos suas colméias.


quinta-feira, 26 de março de 2015

QUARESMEIRA - ESPÉCIE ORNAMENTAL NATIVA QUE ANUNCIA A PÁSCOA

É na época da "Quaresma" que a floração dessa espécie se torna mais generalizada e abundante.
Ela tem esse nome porque parte da floração mais intensa é próxima ao período religioso da "Quaresma", que vai da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa, período de forte reflexão para os católicos. 
Outra sintonia dessa planta é a cor símbolo da Páscoa que é o roxo, a mesma tonalidade das suas flores.
 

 

A “quaresmeira” é uma planta bastante conhecida da Mata Atlântica e disseminadas por todo o Brasil e, presente praticamente em todos os biomas brasileiros, inclusive aqui na Chapada do Araripe, região do Cariri cearense







Trata-se de uma espécie nativa que pertence à família botânica Melastomatácea e ao gênero Tiboucnina. O seu nome científico é Tibouchina granulosa.

A beleza da quaresmeira deixa de olhos abertos até mesmo das pessoas que não são conhecidas por apreciarem espécies florais. A exuberante floração simboliza a elegância e exuberância dos traços, mesmo com porte de pequeno a médio, podendo atingir no máximo doze metros de altura. Os troncos possuem entre trinta e quarenta centímetros. Conta com ramos quadrangulares e folhagem simples com nervuras longitudinais proeminentes e curvinérveas marcadas com margens inteiras.








É uma espécie de relativa  rusticidade, que se adapta bem aos solos pobres, sendo por isso recomendável para o povoamento de áreas devastadas, entretanto, reagem com vigor ao fornecimento de matéria orgânica. 
Possui também considerável valor ornamental, podendo ser usadas em maciços ou isoladamente na composição de jardins.




Muito apreciada por sua beleza, é uma espécie que pode ser utilizada para arborização urbana e projetos de paisagismo. 
É ótima também para arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas.



Fica portanto, a recomendação dessa espécie nativa e de ocorrência no Cariri para a produção de mudas de "quaresmeira" para arborização das cidades da região.





Fruto seco de "quaresmeira"

Sementes de "quaresmeira"
Maiores informações através da fanpage da Fundação SOS Chapada do Araripe ou dos e-mails:
verdejandonoradio@gmail.com
mauricio.telesfreire@gmail.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ALUNOS DA FACULDADE DE JUAZEIRO DO NORTE PRATICAM ATIVIDADES DE LEITURA AMBIENTAL

Com uma atividade de campo com duração de cerca de 8 horas/aula, da disciplina de Meio Ambiente e Saúde, do Curso de Farmácia da Faculdade de Juazeiro do Norte, Ceará, os alunos desenvolveram em equipes ações de interpretação dos espaços naturais do Sítio Pinheiros, local onde fica sediada a Fundação SOS Chapada do Araripe, no Distrito do Caladas, Ceará.

Recepção aos alunos de Farmácia, da Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN

Nessa área da Chapada do Araripe foram definidas parcelas aleatórias para cada grupo de alunos onde eles através de um roteiro de trabalho fizeram observações e registros em campo para ao final, apresentaram um relatório/diagnóstico ambiental dos espaços visitados.





Muito produtivo pois, o conhecimento teórico aliado às observações de campo mostrou aos alunos uma compreensão melhor dos termos transversalidade e sustentabilidade aliados a saúde ambiental.






Também nessa aula de campo os participantes conheceram um pouco da diversidade da flora e o papel de alguns pequenos animais ali presentes.


                          


                          


Foram parceiros dessa aula de campo, a Fundação SOS Chapada do Araripe e o Sítio Pinheiros.


domingo, 9 de novembro de 2014

"TIJOLO ECOLÓGICO" - TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL É APRESENTADO NO FÓRUM DO IEP EM FORTALEZA

No "Fórum IEP de Sustentabilidade", a Fundação SOS Chapada do Araripe apresentou a uma nova tecnologia para produção de um tijolo denominado de ecológico, cuja matéria prima é entulho da construção civil, ou seja, o RCC - resíduos da construção civil.




O projeto foi executado pela Fundação SOS Chapada do Araripe com o patrocínio pelo Banco do Nordeste do Brasil e teve a parceria da Universidade Federal do Cariri, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e apoio da Persistt - Sistemas Empresariais, Sítio Pinheiros e Flamax - Soluções Ambientais. 





Durante o evento algumas organizações não governamentais e empresários da área demonstraram interesse em aplicar essa nova tecnologia inclusive, propondo a negociação da transferência dessa prática sustentável.


Prof. Mauricio Teles, Prof. Ricardo Ness, vice-reitor da UFCA e Eduardo
Figueiredo, Presidente do IEP, Fortaleza, Ceará.


Na oportunidade também foi realizada uma troca de experiências com o ambientalista carioca, Tião Santos, conhecido já internacionalmente como "Tião do Lixão", quando no lançamento do seu livro: "Do lixão ao Oscar". 


Tião Santos e Prof. Mauricio Teles Freire

Durante a conversa surgiu a possibilidade de se fazer também uma apresentação dessa tecnologia de produção do "Tijolo Ecológico", no estado do Rio de Janeiro, junto à Associação dos Catadores do Lixo e a 3Rs Consultoria Ambiental, bem como uma palestra sobre a experiência do Tião nessa sua trajetória como líder dos catadores, como apresenta o documentário: "Lixo Extraordinário" - que acompanha também o artista plástico Vik Muniz no lixão.



Tião do Lixão: "Difícil não foi nascer no lixo. Difícil foi não virar lixo!