sábado, 13 de maio de 2017

MAIS UM ANO SEM AÇÕES MÍNIMAS DE SUSTENTABILIDADE NA "FESTA DO PAU DA BANDEIRA" – UMA QUESTÃO AINDA IGNORADA EM BARBALHA!!

       Já completando cinco anos, as ações e propostas da Procuradoria Federal / Juazeiro do Norte, do ICMBio/IBAMA e Fundação SOS Chapada do Araripe continuam sendo desconsideradas, inclusive no que reza o Termo de Ajuste de Conduta - TAC da Justiça Federal, como por exemplo a implantação por parte do poder público municipal do Horto Municipal, no sentido de nortear o processo de sustentabilidade da grandiosa Festa de Barbalha - " O Pau da Bandeira".
            Para comprovar a total insensibilidade ambiental diante da responsabilidade de compensar o uso das espécies arbóreas nativas da flora da Chapada do Araripe, como o mastro da Festa, até hoje não constatamos a existência de uma área na qual as falaciosas atitudes de plantio de mudas tenha sido consolidada!! 
      É BOM LEMBRAR QUE EM MÉDIA, SÃO REALIZADAS EM BARBALHA, 22 "FESTAS DO PAU DA BANDEIRA" QUE PRATICAM ESSE CORTE DE ÁRVORES NATIVAS, SEM SEQUER MOSTRAREM ATÉ HOJE QUE FAZEM VERDADEIRAMENTE, O PLANTIO DESSAS ESPÉCIES! 



        No ano de 2010 quando a Fundação SOS Chapada do Araripe realizou o "1o. Seminário de Sustentabilidade do Pau da Bandeira" foi com o objetivo de realizar uma discussão compartilhada com os diversos atores da sociedade para se ajustar os procedimentos do corte do pau da bandeira que oram vinham monitorados tanto pela Justiça Federal como pelo ICMBio/IBAMA.


       Daí até hoje, apenas ações paliativas foram realizadas que sequer tem contribuído para a sustentabilidade da festa. Na verdade, o que apenas se faz é liberar uma autorização ou permissão para se fazer o corte do pau da bandeira, sem cumprir a principal responsabilidade acordada pelas partes, a implantação do Horto Municipal das espécies nativas que são utilizadas há mais de 100 anos.






         Será que tal cumprimento é quase impossível de se realizar? Será que a execução desse projeto do Horto Municipal é de muita complexidade? Será que ao se estabelecer normas e procedimentos relacionados com a preservação da flora da floresta vão acabar com a Festa do Pau da Bandeira?


          Por que então não se executa o que está no TAC estabelecido pelo Ministério Público Federal? Creio que tal documento legal não deve ser apenas um “faz de conta”.
       Infelizmente já agora, em 2017 será o quinto ano de demonstração de total descompromisso das partes responsáveis, por essa questão, promovendo assim, mais uma vez, uma improvisação desrespeitosa e inconsistente por não praticar o mínimo de atitude de sustentabilidade ambiental, contrariando o que o mundo inteiro hoje demonstra cuidado e preocupação.

       Será que o município de Barbalha vai continuar na contramão da preservação dos dos recursos naturais  da Chapada?!
          A população e sociedade barbalhense não merecem tanta insensibilidade e falta de responsabilidade ambiental.
          Por exemplo: Qual o destino do mastro do "Pau da Bandeira da Festa?

         PELO CUMPRIMENTO DO TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA E A IMPLANTAÇÃO DE UM HORTO MUNICIPAL, JÁ.
  QUEREMOS SIM, A "FESTA DO PAU DA BANDEIRA MAS COM SUSTENTABILIDADE".


Qual o destino final do mastro do Pau da Bandeira?



sexta-feira, 28 de abril de 2017

NÃO DEVEREMOS CONTINUAR NA CONTRAMÃO DA SUSTENTABILIDADE - 2017 NÃO PODERÁ SER MAIS UM ANO DE INSENSIBILIDADE AMBIENTAL!

A "Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio" já se tornou uma grandiosa manifestação popular que ocorre há quase um século, no município de Barbalha, no estado do Ceará.


No entanto, o mundo hoje em todas as dimensões quer seja, econômica, social, cultural e ambiental, a sustentabilidade tem sido uma preocupação e uma componente indispensável para garantir o equilíbrio e a disponibilidade dos recursos naturais, que são essenciais para manutenção da vida no planeta.


Mas, como entender e por que será que em Barbalha, o gestor municipal e os responsáveis pelo momento do corte do "Pau da Bandeira", que será o mastro natural, ainda insistem  em mostrar uma total insensibilidade ambiental no sentido de garantir a sustentabilidade do uso das espécies botânicas nativas da Chapada do Araripe? 


Pasmem, um festa que já é considerada um patrimônio imaterial da humanidade, mas que ainda não demonstra espontaneamente, ações de compensação ambiental pois, foi necessário assinar junto ao Ministério  Público Federal, um Termo de Ajuste de Conduta para teoricamente garantir ações de preservação ambiental.


Mas, qual é mesmo o papel de um Termo de Ajuste de Conduta - TAC?
Há mais de 3 anos foi assinado um TAC entre a Prefeitura Municipal de Barbalha e o Ministério Público Federal que entre as suas cláusulas, uma delas é de uma importância fundamental para a compensação ambiental visando minimizar o impacto da utilização de árvores nativas da Área de Proteção Ambiental - APA da Chapada do Araripe. A cláusula era a seguinte:


EXTRAÍDA DO TAC:
"CLÁUSULA QUARTA - O MUNICÍPIO DE BARBALHA compromete-se em estruturar um Horto Florestal nas imediações da sede do município, com o fim de proceder o manejo florestal destinado à extração de árvores destinadas para serem mastro da bandeira dos padroeiros nas festividades culturais da cidade, mormente a Festa de Santo Antônio, o qual deverá estar devidadmente implantado no prazo máximo de 01(um) ano."Este Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado em 13 de maio de 2010, junto ao Ministério Público Federal/ Procuradoria da República - Polo Juazeiro do Norte - Iguatu.

MAS, ONDE ESTÁ ESSE HORTO MUNICIPAL EM BARBALHA?
SERÁ QUE IMPLANTAR UM HORTO FLORESTAL É TÃO ONEROSO E COMPLICADO PARA O PODER PÚBLICO MUNICIPAL?

ESPERAMOS QUE COM A MUDANÇA DE GESTÃO ESSA PRÁTICA DE INSENSIBILIDADE AMBIENTAL CONTINUE!!


 Mudas de espécies nativas da Chapada do Araripe, 
 produzidas pela Fundação SOS Chapada do Araripe, 
 utilizando embalagens naturais e sustentáveis.
SERÁ QUE A IMPLANTAÇÃO DO HORTO PRODUZ UM IMPACTO NEGATIVO PARA A NOSSA GRANDIOSA FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA?
PROCURA-SE UMA JUSTIFICATIVA PARA O NÃO CUMPRIMENTO DESSE ACORDO JUDICIAL DEMONSTRANDO, ASSIM, UMA ENORME INSENSIBILIDADE AMBIENTAL!!
A SOCIEDADE E AMBIENTALISTAS IRÃO À LUTA... EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FUNDAÇÃO EM BUSCA DE NOVAS PARCERIAS

Em vários encontros dos quais participamos discutimos algumas propostas que poderão ser firmadas parcerias na área ambiental, especialmente no reflorestamento com a aplicação das práticas sustentáveis com a utilização de um viveiro especial para  produção de mudas de espécies nativas e adaptadas, na região da Chapada do Araripe, no Cariri cearense.



Produção de mudas do viveiro sustentável


Uma outra perspectiva é a de retomar o Projeto: "Trocando Saberes para Sustentabilidade" onde a participação dos profissionais da "melhor idade" de diversas áreas dialogam com pesquisadores e professores, no sentido de se conhecer e difundir da melhor forma as tecnologias e práticas sustentáveis.














terça-feira, 2 de junho de 2015

FUNDAÇÃO SOS RECEBERÁ CERTIFICAÇÃO DO PROGRAMA - "DRYLAND CHAMPIONS 2015"

O Programa "Dryland Champions" 2015, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente(MMA)/Departamento de Combate a Desertificação/Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, certificará em 17 de junho próximo, iniciativas de pessoas, organizações e empresas que contribuem para o manejo sustentável da terra, e, que melhorem as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.


Sede da Fundação SOS, no Sítio Pinheiros, Distrito do Caldas, Barbalha, CE

Dentre as Instituições não governamentais, a Fundação SOS Chapada do Araripe foi classificada para receber o certificado do Programa " Dryland Champions 2015" da Convenção das Nações Unidas para o Combate a Desertificação – UNCCD.
O evento ocorrerá na cidade de Caicó, no Rio Grande de Norte, em 17 de junho – "Dia Mundial da Desertificação", onde o Ministério do Meio Ambiente - MMA entregará a comenda ao representante da Fundação SOS e coordenador do projetos premiados, o biólogo e professor Mauricio Teles Freire.

Prof. Mauricio Teles Freire, biólogo e Coordenador dos Projetos premiados


Programa "Dryland Champions", entidade coordenadora da Certificações.

A Fundação SOS Chapada do Araripe concorreu com os Projetos e ações do Programa: "Trilhas do Cariri", entre eles o "Verdejando no Rádio" e o "Mata Ciliar", uma experiência piloto de uma inovação tecnológica para produção de mudas de plantas nativas, da região da Chapada do Araripe.


Programa de Rádio AM: "Verdejando no Rádio"



Neste projeto, os técnicos da Fundação, desenvolveram um inédito suporte, os "copinhos de bambu"; neles as mudas chegaram a resistir cerca de 10 – 12 dias, sem serem regadas, portanto, essa inovação seria uma alternativa sustentável capaz de de reduzir e, até eliminar o uso de sacos plásticos em viveiros.


Área piloto do Projeto: "Mata Ciliar", Sítio Pinheiros, Barbalha, Ceará

Mudas de espécies nativas da mata ciliar, a serem plantadas
ao longo de um trecho do córrego da nascente João Coelho.
 
Planta jovem  de  uma espécie  nativa  de  mata  ciliar, o torém,
Cecropia pachystachia, plantada junto com o copinho de bambu,
na margem do córrego.

Um exemplar de "torém", já com 200 dias de plantio.
Outras ações como o lançamento do Prêmio: "Ambientalista do Ano" e os projetos experimentais da Fundação foram desenvolvidos e avaliados pelo Programa "Dryland Champions", entre os quais o de "Gastronomia Regional", "Trocando Saberes com a Terceira Idade - Construindo a Sustentabilidade", "Tijolo Ecológico" e "Educação para a Sustentabilidade Ambiental".





Projeto: "Culinária Regional", resgatando os saberes e sabores das comunidades






Projeto; "Trocando Saberes coma Terceira Idade", parceria SESC/CE



Projeto: Educando para a sustentabilidade ambiental




Entidade Promotora do Programa;"Dryland Champions", em parceria
com o Ministério do Meio Ambiente(MMA)/Departamento de Combate
à Desertificação/Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural
Sustentável.

 







segunda-feira, 6 de abril de 2015

MARIMBONDOS - IMPORTANTES TAMBÉM PARA OS ECOSSISTEMAS

O nome "marimbondo" origina-se do termo quimbundo que é uma palavra da língua africana falada no noroeste de Angola, que significa "vespas".
"Marimbondo" ou "maribondo" é um nome comum que varia de acordo com a região. Normalmente eles surgem na primavera/verão e depois desapareçam; possuem um hormônio responsável pela atração entre os indivíduos e é comum que, no ano seguinte, tornem a fazer ninhos no mesmo local, mesmo com a destruição do original.


Registro  desse  tipo  de  "casa  de  maribondo", no  Sítio  Pinheiros, 
Distrito do Caldas, em Barbalha, Ceará.



As espécies pertencem ao gênero Polistes (Vespidae, Polistinae) e, a mais comum é a Polistes versicolor, que é amplamente distribuída na América do Sul. Nessa espécie os exemplares são bastante escuros (ou seja, faltam a maioria das marcas amarelas do abdômen).
Os marimbondos fazem seus ninhos das mais diversas formas; a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. 
As casas são semelhantes às das abelhas. Elas são divididas em favos, que servem como depósito de uma substância feita a partir de larvas de pequenos insetos




Eles não são tão agressivos como os da subfamília Vespinae, mas são consideradas vespas de importância médica, pois sua picada, além de dolorosa pode desencadear uma reação alérgica.

Habitam áreas rurais e urbanas, matas e cerrados, ocorrendo em todo o Brasil. Possuem hábito diurno e alimentam-se de insetos como cupins, formigas, lagartas, gafanhotos, aranhas e mosquitos, entre eles o Aedes egypti, transmissor da dengue. As casas são semelhantes às das abelhas. Elas são divididas em favos (células hexagonais), que servem como depósito de uma substância feita a partir de larvas de pequenos insetos. 




Esse mel tem aparência escura e é produzido para consumo interno dos marimbondos. Não é utilizado para consumo humano, pois é muito forte e amargo. Assim como as abelhas a rainha do grupo vive no centro da construção.

Importância ecológica

Os marimbondos são importantes no controle de pragas através do manejo correto de suas colônias, uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Um exemplo disso seriam as espécies do gênero Polistes spp. como agente importante no controle de artrópodes, principalmente lagartas de lepidópteros (borboletas e vespas), que são o principal alimento das suas larvas. 



Os marimbondos também são grandes polinizadores de muitas espécies vegetais ao transportarem grãos de pólen para sua colméia.
Além disso eles são predadores naturais de muitos insetos nocivos como cupins, aranhas, formigas,lagartas, gafanhotos e mosquitos, entre eles o Aedes egypti, transmissor da dengue.
A grande maioria das vespas é predadora de inúmeras pragas agrícolas e, consequentemente, agentes valiosos no controle biológico destas.
De forma que os marimbondos são muito úteis para uma agricultura sustentável já que cada inseto tido como praga tem alguma espécie de vespa como predador natural de sua espécie.





Vespas, marimbondos e outros insetos da fauna selvagem estão protegidos pela lei de proteção à fauna, Lei Nº. 5197, de 03/01/67.
São animais silvestres e como todos os animais silvestres são protegidas pela Lei de Proteção a Fauna.
Não devemos exterminar ou destruir indiscriminadamente estes insetos, muito menos suas colméias.


quinta-feira, 26 de março de 2015

QUARESMEIRA - ESPÉCIE ORNAMENTAL NATIVA QUE ANUNCIA A PÁSCOA

É na época da "Quaresma" que a floração dessa espécie se torna mais generalizada e abundante.
Ela tem esse nome porque parte da floração mais intensa é próxima ao período religioso da "Quaresma", que vai da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa, período de forte reflexão para os católicos. 
Outra sintonia dessa planta é a cor símbolo da Páscoa que é o roxo, a mesma tonalidade das suas flores.
 

 

A “quaresmeira” é uma planta bastante conhecida da Mata Atlântica e disseminadas por todo o Brasil e, presente praticamente em todos os biomas brasileiros, inclusive aqui na Chapada do Araripe, região do Cariri cearense







Trata-se de uma espécie nativa que pertence à família botânica Melastomatácea e ao gênero Tiboucnina. O seu nome científico é Tibouchina granulosa.

A beleza da quaresmeira deixa de olhos abertos até mesmo das pessoas que não são conhecidas por apreciarem espécies florais. A exuberante floração simboliza a elegância e exuberância dos traços, mesmo com porte de pequeno a médio, podendo atingir no máximo doze metros de altura. Os troncos possuem entre trinta e quarenta centímetros. Conta com ramos quadrangulares e folhagem simples com nervuras longitudinais proeminentes e curvinérveas marcadas com margens inteiras.








É uma espécie de relativa  rusticidade, que se adapta bem aos solos pobres, sendo por isso recomendável para o povoamento de áreas devastadas, entretanto, reagem com vigor ao fornecimento de matéria orgânica. 
Possui também considerável valor ornamental, podendo ser usadas em maciços ou isoladamente na composição de jardins.




Muito apreciada por sua beleza, é uma espécie que pode ser utilizada para arborização urbana e projetos de paisagismo. 
É ótima também para arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas.



Fica portanto, a recomendação dessa espécie nativa e de ocorrência no Cariri para a produção de mudas de "quaresmeira" para arborização das cidades da região.





Fruto seco de "quaresmeira"

Sementes de "quaresmeira"
Maiores informações através da fanpage da Fundação SOS Chapada do Araripe ou dos e-mails:
verdejandonoradio@gmail.com
mauricio.telesfreire@gmail.com