Pular para o conteúdo principal

PROJETO “VERDEJANDO A SAÚDE” CONTRIBUIRÁ PARA O FORTALECIMENTO DA FITOTERAPIA

A Fundação SOS Chapada do Araripe tendo como base uma compilação de informações químicas e farmacológicas de plantas silvestres e cultivadas que ocorrem especialmente no nordeste brasileiro, divulgará através desse blog um resumo dos trabalhos de pesquisadores que comprovaram as ações medicinais de diversas espécies vegetais que a medicina popular há muito tempo vem utilizando como um tratamento fitoterapêutico alternativo.

Sendo assim, o Projeto: “Verdejando a Saúde” estará divulgando semanalmente, em todas as segundas-feiras, informações sobre as plantas que realmente são consideradas medicinais, permitindo assim, que a comunidade em geral tenha acesso às formas de uso e propriedades dessas espécies vegetais, no tratamento da medicina popular, principalmente das plantas usadas na fitoterapia do nordeste do Brasil.

Para garantir a manutenção desse Projeto, o visitante e seguidor desse blog poderá contribuir clicando algumas vezes nas propagandas que aparecem nesta página. Não terá nenhum custo para o visitante, apenas possibilita uma contribuição dos anunciantes ao Projeto.

A relação de plantas consideradas medicinais que serão apresentadas nesse Projeto já faz parte da fitoterapia aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, bem como já tiveram sua comprovação científica.

Neste primeiro informativo iremos apresentar as propriedades farmacológicas da conhecida “romã” ou “romãzeira”.
Apesar de não ser uma planta brasileira, esta espécie vegetal adaptou-se muito bem em quase todas as regiões do Brasil. A planta foi introduzida no Brasil no período colonial, devido sua propriedade vermífuga, especialmente para o tratamento de eliminação das conhecidas “solitárias”, vermes de corpo achatado muito comum na época.

INFORMATIVO 01 – A ROMÃ

Romã,  pequena árvore  ou  arbusto   de fácil  cultivo  em
jardins: além de ornamental é medicinal.

Origem da planta – da Índia e do norte da África e cultivada como ornamental em quase todos os países do mundo.
Nomes populares – româ, romãzeira
Família botânica – PUNICACEAE ( Punicáceas)
Nome científicoPunica granatum L.
Curiosidade histórica e etnobotânica – Na antiga cultura dos povos egípcios, gregos e romanos a romã simbolizava a fertilidade. Na Bíblia dos Hebreus podem ser lidas muitas referências à romã e a imagem destes frutos é encontrada nas esculturas em pedra do templo de Salomão em Jerusalém.

Fruto da romã
Informações recentes de suas propriedades – em estudos realizados recentemente nas sementes da romã, comprovaram que o sumo do arilo delas, ou seja, aquela parte avermelhada que recobre as sementes tem uma ação poderosa como antioxidante.


Fruto da romã cortado transversalmente, mostrando as sementes recobertas
com uma capa mucilaginosa - o arilo de cor avermelhada.
Ações farmacológicas:
  • Nas inflamações da boca e da garganta – mascar pequenos pedaços secos ou frescos da casca do fruto como se fossem pastilhas. Uma outra forma de uso seria a preparação de um extrato líquido, cozinhando esses pedaços da casca e, em bochechos e gargarejos aplicar pela manhã e noite;
  •  Nos casos de herpes labial e genital – devem ser feitas lavagens e colocadas compressas na região afetada com as mesmas preparações citadas acima. No caso de herpes genital, a aplicação intra vaginal deve ser precedida da colocação de um absorvente tipo “OB”, que deve permanecer em contato por duas horas, no mínimo, seguida da introdução de 5 a 15 ml do cozimento das cascas de romã madura; Uma outra alternativa pode ser a aquisição de um creme vaginal da romã que pode ser encontrado nas farmácias-vivas, projetos que se instalam nos municípios nordestinos, especialmente;
  •  No tratamento preventivo e mesmo curativo de casos de câncer de próstata e excesso de colesterol no sangue e ameaça de arteriosclerose – recomenda-se que o paciente adote um hábito alimentar do uso do suco preparado com o arilo das sementes. Mas, atenção, devido a ação tóxica dos alcalóides presentes nas cascas e sementes, o uso de preparações de romã por crianças com menos de 12 anos deve ser evitado.

Romãzeira em floração e frutificação plena.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
·                        Os seguidores do blog que se interessarem em obterem mais informações sobre o tema deverão enviar e-mails para verdejandonoradio@gmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MARIMBONDOS - IMPORTANTES TAMBÉM PARA OS ECOSSISTEMAS

O nome "marimbondo" origina-se do termo quimbundo que é uma palavra da língua africana falada no noroeste de Angola , que significa "vespas". "Marimbondo" ou "maribondo" é um nome comum que varia de acordo com a região. N ormalmente eles surgem na primavera/verão e depois desapareçam; possuem um hormônio responsável pela atração entre os indivíduos e é comum que, no ano seguinte, tornem a fazer ninhos no mesmo local, mesmo com a destruição do original. Registro  desse  tipo  de  "casa  de  maribondo", no  Sítio  Pinheiros,  Distrito do  Caldas,  em Barbalha, Ceará. As espécies pertencem ao gênero Polistes (Vespidae, Polistinae) e, a  mais comum é a  Polistes versicolor , que é amplamente  distribuída  na América do Sul. Nessa espécie os exemplares são bastante escuros (ou seja, faltam a maioria das marcas amarelas do  abdômen ). Os marimbondos fazem seus ninhos das mais diversas f...

"CANELEIRO" - UMA ÁRVORE - SÍMBOLO COM POTENCIAL MEDICINAL

U m trabalho de pesquisa desenvolvido pela EMBRAPA e orientado pelo  Fábio M. Diniz, PhD  Pesquisador em Genética Molecular,  com o "Caneleiro" utilizando informações oriundas de um sequenciamento genético da espécie  Cenostigma macrophyllum  Tul., o s resultados reforçam a existência da variedade acuminata, descrita em 1983.   Desde o ano de 1993 quando foram iniciados os estudos botânicos preliminares sobre as espécies de "Caneleiro", planta que pertence à Família das Leguminosas e do Gênero Cenostigma Tul. as informações obtidas no campo tanto nas áreas da biologia da planta como na etnobotânica e de fitoterapia nos chamaram atenção, até porque para o Piauí, observamos depois de quase 3 anos de pesquisa taxonômica, que a espécie Cenostigma macrophyllum Tul.(caneleiro ou canela de veado), apresentava uma variedade que era endêmica do município de Teresina, capital do estado do Piauí(Teles Freire, F.M. na Dissertação de Mestrado: "Revisão Taxonômica do G...

FUNDAÇÃO SOS CHAPADA DO ARARIPE LANÇARÁ EM AGOSTO, O PROGRAMA: "CAMINHOS DA SUSTENTABILIDADE"

Com o propósito de oportunizar os interessados em conhecer  as práticas e tecnologias alternativas para implantar a sustentabilidade em seus empreendimentos ou em demais atividades, a Fundação SOS Chapada do Araripe estará lançando o Programa: "Caminhos da Sustentabilidade". O referido programa será lançado no final de agosto desse ano e, prioritariamente  abrangerá projetos nas linhas de tecnologias, da educação e do turismo, todos, visando a implantação efetiva da sustentabilidade. Além do  blog  da Fundação, as informações serão também divulgadas nas demais mídias sociais como o Facebook, o Instagram e o site em fase de lançamento,  soschaparipe . A meta é tornar as atividades e empreendimentos, efetivamente, um "negócio" sustentável! Não há outro caminho...